Narrador e repórter: uma dupla imbatível

Reza a lenda que, no final de uma partida de um campeonato de futebol infantil que acontece anualmente em Alegrete, na fronteira-oeste, uma falha de comunicação provocou uma das mais conhecidas gafes da cidade. O narrador era o professor Geraldo Andrade e, nas reportagens, atuava o radialista João Ulisses de Souza. Quase meia noite, provavelmente todos já cansados, o narrador anuncia:

_Trila o apito! Termina o jogo. E aí, João Ulisses?

Dando a deixa para que o repórter iniciasse seus trabalhos no campo. Eis que João Ulisses, de pronto, responde:

_Aqui também, professor!


Dois casos semelhantes, onde a distração do repórter de campo foi decisiva para a construção de gafes, aconteceram em Caxias do Sul. Durante a transmissão de uma partida, o narrador percebe que iniciara a chover e constata, emendando com o chamado ao repórter:

_...chutou pra fora! E começa a chover aqui no Alfredo Jaconi. E aí, fulano de tal?

O repórter responde:

_Aqui no campo também chove.


Em Caxias do Sul, terra fria, é comum que a neblina baixe no campo. Certo dia, baixou tanto que o narrador não enxergava os jogadores em campo. Lá pelas tantas, ouve o chamado do repórter:

_Acabou!

O narrador, pensando se tratar de um chamado do estúdio com alguma partida paralela que acabara naquele instante, pergunta:

_Acabou onde?

O repórter responde:

_Aqui mesmo, no Jaconi. Vamos conversar com o goleiro...


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