Unidade Móvel

O veículo da emissora que percorre a cidade atrás dos fatos mais importantes do momento é chamado de Unidade Móvel. Uma apresentadora da Rádio Sulina, de Dom Pedrito (RS), não sabia ou esqueceu. Durante o programa, alertou os ouvintes que poderia ser interrompida a qualquer momento pelo repórter que estava na rua.

_Nós continuamos a nossa conversa aqui, mas a qualquer momento o repórter Fulano de Tal pode nos interromper falando direto da nossa UNIDADE AMBULANTE...

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Guerra

Durante um programa de entrevistas em uma rádio de uma pequena cidade gaúcha, a apresentadora conversava com um dos jurados de um festival de teatro que estava acontecendo na cidade. Dissertando sobre assuntos que ela desconhecia totalmente, resolveu questionar o entrevistado – que também era diretor de teatro – sobre o comportamento dos atores.

_Esse mundo do teatro é uma verdadeira GUERRA DE ÉGUAS, né Fulano?

Obviamente ela queria dizer guerra de egos.


Módulo Esportivo

Um radialista da cidade de Dom Pedrito é famoso na cidade pelas gafes que comete no ar. Ele é ligado ao esporte da cidade e certo dia foi cobrir a final de um campeonato da cidade no local chamado de “módulo esportivo”. Eis que nosso personagem entra no ar.

_Falamos ao vivo direto aqui do MÓDIS ESPORTIVO de Dom Pedrito...
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Para quem não ouve

Certa vez uma emissora da cidadezinha de Dom Pedrito, no interior do Rio Grande do Sul, recebeu um comercial muito curioso. Era de uma revendedora de aparelhos de surdez. O texto era assim.

_A empresa de aparelhos auditivos avisa aos interessados que já chegaram os novos aparelhos. Pede-se aos vizinhos ou parentes, que repassem esse recado aos mesmos. De preferência, por escrito...

Das antigas

Do tempo das rádionovelas vem essa história muito engraçada. Em certo ponto da trama o marido deveria pegar um revólver, apertar o gatilho e matar a própria esposa. Só que na hora H, o sonoplasta errou o efeito e, ao invés do som do tiro, soltou um “múúúúúúúúú”. O ator improvisou.

_Não adianta te esconder atrás dessa vaca! Apareça!


Lombardi e suas namoradas

Quando o locutor Lombardi, que trabalhava com Silvio Santos, morreu, o ato foi notícia em muitas emissoras de rádio. Desde as grandes, até as pequenas noticiaram o falecimento do radialista, já que era colega de profissão e admirado por todos.
Uma emissora em especial, produziu uma ótima gafe durante o episódio. O locutor leu uma nota sobre a morte de Lombardi e provavelmente pediu para outro colega entrar falando sobre a história do locutor no SBT. Eis que esse segundo personagem, ao invés de fazer a tradicional pesquisa na Wikipedia, uma famosa enciclopédia on line, se equivocou e acessou a página que falava do locutor na Desciclopédia, uma versão humorística da primeira. Isso provavelmente aconteceu porque ao digitar no Google “locutor Lombardi”, o quarto resultado que aparece é a descrição do locutor na Desciclopédia.
O caso é que o nosso amigo radialista disse que Lombardi havia começado a trabalhar com Silvio Santos em 1817, namorou Hebe Camargo e Dercy Goncalves e até teria feito plástica. Por sorte, o primeiro locutor percebeu que havia algo errado e, aos risos, corrigiu o colega.

Ouça:

É, e ele estava falando tão sério.

Sogra é sogra e ponto

O radialista Amarildo Volpato manda mais essa. Um programa policial de uma rádio de Lages (SC) noticiava um acidente que ocorreu na BR 116. Foi uma colisão frontal que matou quatro pessoas da mesma família. Só que na hora do repórter explicar...

_Nesse acidente terrível morreram três pessoas MAIS A SOGRA...

Na realidade, morreram o motorista, a esposa e a filha dele e a mãe da esposa do motorista.
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Amarelinho boca-suja

O locutor chama o repórter inesperadamente na Rádio Globo e dá nisso.

_O Genílson Araújo também está com mais um amarelinho da Globo em ação. Boa tarde Genílson?

Um pequeno momento de silêncio e o Genílson responde.

_...rapaiz, agora fudeu... Opa!!!

Ouça:


Insetos?

Alguns locutores gostam de “tomar as dores” do povo e reclamar para valer. Além de tentarem resolver os problemas dos ouvintes, também criam simpatia com eles. Esse, por exemplo, entrevistava o subprefeito de uma localidade e cobrava medidas quanto a infestação de ratos no local.

_...é um rato maior que o outro! Dá até pra fazer coleção de ratos! A subprefeitura tem um trabalho de acabar com esses INSETOS lá naquela região?

Não acredita? Ouça:

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Novo corte de carne

Durante o anúncio das promoções do dia de um supermercado, um radialista do interior do Rio Grande do Sul, sem querer, criou um nome criativo para um corte de carne. Ele deveria anunciar a chuleta suína, em promoção. Acabou misturando as duas palavras.

_Hora certa no giro da notícia para Super Feliz. Hoje tem a CHULINA... (pausa) A chuleta suína...

Ouça:

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Mais uma dele

O insuperável radialista Everaldo Balejos, que trabalha em Alegrete (RS) fazia o plantão de estúdio durante as transmissões de um campeonato de futebol infantil que acontece na cidade. Ao mesmo tempo, fazia uma boquinha e bebia Coca-Cola. Claro que não deu certo.

Ouça:

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Vivo ou morto?

Durante a transmissão de um campeonato de futebol infantil que acontece anualmente em Alegrete, na fronteira-oeste do Rio Grande do Sul, o narrador era o meu amigo Toninho de Lima e, nos estúdios, fazendo o plantão, o radialista local Everaldo Balejos. Primeiro dia de transmissão e o narrador faz toda aquela abertura poética. Anuncia um por um dos integrantes da equipe, até que chega ao plantonista.

_E no nosso plantão esportivo Everaldo Balejos! Boa Noite Everaldo.

Ele responde.

_Boa noite a toda a equipe da Minuano FM. Quero mandar um grande abraço para o SAUDOSO Toninho de Lima, nosso narrador...

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Mais nota de falecimento

Em uma emissora comunitária de Alegrete, um locutor um tanto desatento leu no ar uma nota de falecimento muito diferente. No meio do programa com músicas de forró, o diretor da emissora chegou com uma nota que deveria ser lida imediatamente. De pronto, ele abriu o microfone e começou a ler.

_Nota de falecimento. Notificamos com pesar o falecimento de...

O detalhe é que ele estava sem retorno e esqueceu de colocar os fones de ouvido. Resultado: ao fundo, tocava em alto e bom som uma música muito animada do grupo Limão com Mel, que dizia “não suporto essa doooor, diz pra mim que não é o fimmmm”.

Ouvinte criativa

Uma rádio fazia promoção onde os ouvintes ligavam, respondiam uma pergunta e, se acertassem, ganhavam prêmios. Até que um dia a dona Maria, que se identificou como uma senhora de 80 anos, resolveu participar.

Locutor:
_Alô, bom dia! Quem fala?

Ouvinte:
_É a Maria.

Locutor:
_Muito bem Dona Maria. Lá vai a pergunta! Atenção! Dona Maria, qual é o país que tem duas sílabas e que uma delas é uma coisa muito gostosa de comer? Tempo Dona Maria!!!

Passam alguns segundos, aquele “tic, tac” do relógio, e Dona Maria surpreende.

Ouvinte:
_CU-BA!!!

O locutor, meio sem graça, fica mudo por alguns instantes mas cede à criatividade da ouvinte.

Locutor:
_Tudo bem, Dona Maria, a senhora vai levar o prêmio pela criatividade, mas aqui na minha ficha estava escrito JA-PÃO...
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Para inglês não ver!

Para alguns locutores mais antigos, palavras estrangeiras são um verdadeiro desafio. Às vezes a língua enrola, ou o colega não sabe a pronúncia correta. Radialistas antigos revelam uma técnica usada por alguns quando se deparavam com uma palavra dessas em alguma nota ou comercial que precisava ser lido. Contam que, ao mesmo tempo em que pronunciavam de qualquer maneira, raspavam a mão no microfone. Isso produzia um barulho no ar e não permitia que o ouvinte entendesse claramente de que forma a palavra foi dita.

Por falar em palavras estrangeiras, você considera difíceis as palavras “desktops” e “notebooks”? Pois um narrador se atrapalhou para ler o comercial de uma loja de informática durante uma jornada esportiva.

_Você encontra os melhores DESKSTOSPS E NOSTES BUSQUES é na loja tal Informática!
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Deixa a mãe fora disso!

Mais uma contribuição para o blog. Do radialista Márcio Souza, de Taquari-RS.

Certo dia numa emissora da cidade gaúcha de Taquari, o apresentador de um programa popularesco pedia ajuda para uma família necessitada.

_Essa família precisa de ajuda, e você pode ajudar!

Até que se emociona.

_Vamos trabalhar juntos nisso! Vamos dar as MÕES!

O operador, percebendo o erro, grita:

_Não é as MÕES, rapaz!

O apresentador se corrige.

_Ah, é verdade, não é as MÕES. Vamos dar as mães!

Claro, a frase correta seria “vamos dar as mãos”. Incluir a mãe no meio não vale.
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Bom pra cara...!

Outra contribuição dos leitores. Esta, Roberto Bordim, de Gramado-RS, ouviu enquanto estava no Rio de Janeiro.

Na década de 50 uma emissora de rádio transmitia os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, que acontecia na Praça XI. Era costumeiro um dos repórteres entrevistarem populares que assistiam ao desfile. Certo dia, eis o fato.

Repórter:
_O que o cidadão está achando do desfile esse ano?

Cidadão, um tanto animado:
_Tá bom pra cara...!

A habilidade do técnico de som da emissora não permitiu que os ouvidos sensíveis das famílias da época fossem feridos. Em compensação a emissora saiu do ar por uns bons dez minutos, voltando com a seguinte mensagem.

_Senhoras e senhores, estivemos fora do ar por alguns minutos, por falta de energia nos nossos transmissores.

A desculpa foi pra lá de esfarrapada e a opinião do público deixou de ser ouvida naquela e em outras noites.
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Em obras

O blog já recebeu inúmeras contribuições. Esta veio do radialista Ronaldo Falkenback, da Rádio Gazeta de Santa Cruz do Sul-RS.

Os repórteres da Rádio Gazeta de Santa Cruz do Sul passaram um trabalhão durante um período de reformas na redação da emissora. Em determinado jornal, um repórter entrava direto da redação, por telefone, com alguns dos principais destaques do dia. O problema é que esqueceram de avisar o pedreiro para dar um tempo nas obras enquanto o locutor estivesse ano ar. Resultado: a cada frase, ouvia-se ao fundo um incessante “toc, toc, toc”.

Ouça:


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Atrasado para o enterro

Esta história recebi do radialista Amarildo Volpato, de Lages-SC.

Conta que estava na cidade de Joaçaba, que é separada de Herval apenas por uma ponte. Ao ouvir uma rádio local, o locutor foi dar uma nota de falecimento. Tudo bem, até o rodapé do chamado, que dizia.

_O sepultamento está marcado para as 16 horas de hoje...

O locutor deu uma pausa, olhou o relógio e percebeu que já eram 16h20. Criativo, completou com aquela voz padrão de nota de falecimento.

_...mas se vocês apurarem um pouquinho ainda pegam o caixão ali pela ponte, mais ou menos...
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Sádicos

Alguns colegas de profissão são um tanto quanto sádicos em alguns momentos. Um repórter de Bagé, no interior, foi até a delegacia da cidade para cobrir um crime bárbaro. Um jovem matou o pai e a mãe e estava prestes a tentar suicídios quando foi preso. Ao chegar à delegacia, o repórter foi informado que poderia conversar com o assassino quase-suicida. Ao ter o primeiro contato com o preso, fez a única pergunta que não deveria ser feita naquele momento.

_E aí, TUDO BEM?

Outro dia ouvindo um programa noturno de uma emissora de Porto Alegre, a apresentadora atendia ouvintes no ar. Um senhor entrou no ar comentado da vida solitária que levava e que gostava muito da apresentadora. Até que ocorre o seguinte diálogo.

Locutora:
_Qual a sua profissão?

Ouvinte:
_Eu sou aposentado...

Locutora:
_Aposentado de que área?

Ouvinte:
_Fui aposentado por invalidez...

Locutora:
_Ahhh, QUE LEGAL!
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Adionel

Essa é uma das mais famosas gafes do Brasil. Aconteceu quando um jovem repórter foi pautado para uma entrevista coletiva do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eugênio Sales. Ao chegar lá, o primeiro contato foi com o assessor de imprensa do religioso, que se chamava Adionel Carlos. O repórter pensou que o primeiro nome do jovem assessor fosse um cargo religioso e ficou espantado: “Nossa, um cara tão novo assim e já é ADIONEL”. Pensando em furar os colegas, que estavam com as atenções voltadas ao arcebispo, o repórter surpreendeu a todos durante a entrevista.

_Dom Eugênio, na verdade eu gostaria de saber há quanto tempo o moço que está aí ao seu lado é ADIONEL?

Nem o arcebispo, nem os colegas de profissão entenderam. O jovem repórter, incansável, repetiu.

_Eu só quero saber de você aí, há quantos anos você assumiu o ADIONELADO?

Adionel respondeu.

_Olha, eu sou Adionel desde que nasci.

O jovem radialista anotou a informação e foi embora feliz e satisfeito.

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Hiroshima e...

Às vésperas dos 60 anos dos ataques nucleares norte-americanos às cidades japoneses de Hiroshima e Nagasaki, ocorridos no final da segunda guerra mundial, um repórter do interior contatou representantes da comunidade japonesa na cidade para falar sobre o assunto. Ele conseguiu realizar uma entrevista com um senhor, que aqui vamos chamar de Toshiro, japonês e que perdeu parte da família nos ataques. Nosso repórter começa a entrevista e já na abertura, comete uma pequena gafe trocando os nomes japonês.

_Hoje faz 60 anos que os norte-americanos atacaram com bombas nucleares as cidades japonesas de Hiroshima e... (pausa) Hiroshima e Toshiro!

Ao fundo era possível ouvir o entrevistado tentando reparar a falha.

_No! No! No! É Nagasaki, né? Toshiro sou eu!
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Locutor criativo

Essa história recebi do presidente do Sindicato dos Radialistas do Rio Grande do Sul, amigo Caverna.
Antigamente, na rádio Triunfo de Porto Alegre, um locutor muito criativo abria a programação do dia com muita criatividade.

_Bom dia! A noite aconteceu e a TRIUNFO DEU!
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Ex-governador Jair...

Durante o meu trabalho, iniciei a leitura de uma reportagem política ao vivo. Tratava-se de denúncias contra ex-governadores do Rio Grande do Sul. Um deles, Jair Soares, o primeiro eleito democraticamente no Estado. O problema é que a memória falhou e, mesmo com a lauda em mãos, cometi um hilariante equívoco.

_O progressista JAIR RODRIGUES, por exemplo...

Jair Rodrigues é o cantor.

Ouça:



Aviso de desligamento

É famosa na internet a tentativa de um locutor cearense para passar um aviso de desligamento de energia elétrica.

_Atenção aviso de desligamento! A Companhia de Eletricidade do Ceará, COELC, torna público para conhecimento dos consumidores...

E assim foi. Até a hora em que ele tinha que anunciar quando as localidades voltariam a ter luz.

_...referidas localidades poderão ser RÉ...NÉGI...RÉGENE... RÉGENERADA! Poderão ser RÉ...GÉ...NÉGI... REGEGENÉSIA! Não é GENÉSIA nada cara...

Ele insiste!

_Referidas localidades poderão se RÉ...GÉ...NÉGE... REGEGENÉSIA! Ammmmm... (pausa) Antes do horário previsto...

Sem conseguir ler reenergizar, ele resolve explicar.

_Poderá ser “alumiado” de novo antes do horário previsto...
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Seu Creysson!

Durante a cobertura da Expointer de 2009 numa rádio de Porto Alegre, a cada noticiário dávamos informações novas sobre a feira. Num desses dias, entrei no ar anunciando e, claro, cometendo uma pequena gafe.

_O nosso assunto agora é Expointer 2009, a maior feira AGROPECUÁRICA... ou melhor, agropecuária do país.

Ouça:



Seu Creysson!
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Explicando

Uma dica para repórteres de rádio que fazem muitas entradas ao vivo é não tentar passar por um entendedor do assunto. Basta dar a informação bruta e, em caso de dúvida, omita, mas não minta. Um conhecido repórter de uma rádio de Porto Alegre estava desatento à essa regra no dia em que entrou ao vivo para noticiar uma ocorrência pequena ocorrida naquele momento. Soltou essa:

_...e o proprietário do bar vai assinar um termo circunstanciado, que é... que é... que é uma ocorrência de baixo poder... de baixo pode AQUISITIVO!

Termo circunstanciado é um registro de um fato tipificado como infração de menor potencial ofensivo, ou seja, um pequeno crime. Só isso.

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Pulgas unidas jamais serão vencidas

Uma colega se atrapalhou ao ler uma nota sobre uma infestação de pulgas que havia provocado o fechamento de uma escola em Porto Alegre. Embala no ritmo da notícia, soltou essa:

_...estão sem aulas. O motivo foi a inusitada MANIFESTAÇÃO de pulgas...

Ficamos imaginando um grupo de pulgas portando cartazes e soltando o grito de guerra: “Queremos sangue! Queremos sangue!”

Ouça:


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Pérolas do Canela I

O incansável repórter Canela é um patrimônio da radiodifusão de Bagé. É a voz do esporte amador nas ondas da Rádio Clube AM. É de lá que saíram algumas pérolas memoráveis, como a que segue.

Canela é torcedor do Grêmio Esportivo Bagé, que tem como rival o Guarany. Em um determinado o ano, o time do nosso incansável repórter havia perdido todos os clássicos da cidade, chamado Ba-gua. Às vésperas do último clássico do ano, Canela se inspirou na greve de fome feita na mesma época por um político carioca para provar que era honesto.

_Nesse domingo tem Ba-Gua! Eu quero dizer que se o Bagé não vencer esse, a partir de segunda-feira eu vou entrar em REGIME de fome!

Mais engraçado ainda porque Canela é magro como uma taquara.

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Em Bagé

Em Bagé, na região da campanha do Rio Grande do Sul, três rádios AM disputam a preferência do ouvinte. São elas: Difusora AM, Cultura AM e Clube AM. Essa última, a de menor audiência. É justamente nela que trabalha o ex-vice prefeito da cidade, ex-ator dos filmes do Texeirinha e produtor cultural Sapiran Brito. Ele é autor do slogan mais original da emissora, fazendo um trocadilho com os nomes das concorrentes:

_Rádio Clube, a Difusora da Cultura!

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O filho

Durante uma entrevista ao vivo pelo telefone, um especialista falava sobre um assunto sério ligado a economia. Ao fundo, se ouvia uma insistente voz infantil. De repente, no ar, o entrevistado para imediatamente o que estava falando e berra:

_Júnior!!! Cala a boca que o pai tá ao vivo aqui na rádio!

Dois segundos de silêncio e ele completa:

_Desculpe, mas onde é que eu estava mesmo?

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Parabéns pra você

Trabalhar com operador, às vezes, é um problema. Certa feita, um apresentador conceituado decidira que começaria o seu programa relembrando que naquela data se completariam 10 anos da morte do poeta gaúcho Mário Quintana. O problema é que, costumeiramente, no início do programa ele anunciava os aniversariantes do dia. Deu-se o problema.

_E hoje é uma data muito importante porque é aniversário da passagem de Mário Quintana...

Quando o operador, do outro lado do aquário, ouviu a palavra “aniversário” não teve dúvidas. Soltou play na trilha.

_Parabéns, parabéns! Saúde, felicidade! Que tu colhas sempre, todo o dia...
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Notas de falecimento

Ainda hoje, paro para ouvir uma nota de falecimento nas rádios do interior. Em qualquer lugar o texto é o mesmo, só muda o defunto. Eis algumas pérolas dessas notas.
Ao chegar na emissora, o locutor foi avisado que deveria dar uma nota de falecimento imediatamente e que havia um bilhete com o texto no estúdio. O operador abre o microfone e ele anuncia com voz cavernosa.

_Nota de falecimento!

E aí, começou o problema encrenca. Onde é que estava o bilhete que o rapaz deixara? Procura daqui, procura dali, mexe num bolso, mexe no outro, e nada do bilhete com o nome do morto. Então, o locutor, meio atordoado, anunciou.

_Não percam, dentro de instantes, Nota de Falecimento.


Todas as notas de falecimento terminam com a seguinte frase: “notificamos com pesar o falecimento de fulano de tal”. Certa vez, um locutor gaúcho soltou essa.

_...Notificamos com PRAZER o falecimento de...
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Calor

Os textos comerciais geralmente pregam peças nos locutores. Certa vez, o locutor da hora deveria ler um comercial que dizia “Para o bebê, nesse calor atroz, Talco Ross”. Na pressa, saiu isso.

_Para o bebê, nesse calor ATRÁS, Talco Ross.
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Pobre do gatinho...

Acontecia um incêndio e o repórter da única rádio da cidade foi chamado para cobrir o fato. Ao chegar lá, ligou para a rádio e entrou no ar.

_Estamos aqui em frente ao incêndio, realmente é muito forte, tem muito fogo, há muitos curiosos aqui em volta...

E assim foi, descrevendo tudo. Até que ele avistou alguma coisa sendo retirada de dentro da casa em chamas.

_Mas o que está acontecendo, os bombeiros estão tirando algo coberto em chamas. Parece um corpo (...pausa). Não, na verdade é um gatinho. Pobrezinho do animal, dá pena de ver. Ele virou uma verdadeira tocha HUMANA!
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Cardápio do dia

Anunciando um restaurante especialista em galetos, ao dizer o prato do dia o locutor falou.

_...e hoje tem galenta com polinha.

Percebendo o erro, corrigiu.

_...ou melhor, polinha com galenta.

Aí desistiu. Ele queria dizer galinha com polenta.
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Narrador e repórter: uma dupla imbatível

Reza a lenda que, no final de uma partida de um campeonato de futebol infantil que acontece anualmente em Alegrete, na fronteira-oeste, uma falha de comunicação provocou uma das mais conhecidas gafes da cidade. O narrador era o professor Geraldo Andrade e, nas reportagens, atuava o radialista João Ulisses de Souza. Quase meia noite, provavelmente todos já cansados, o narrador anuncia:

_Trila o apito! Termina o jogo. E aí, João Ulisses?

Dando a deixa para que o repórter iniciasse seus trabalhos no campo. Eis que João Ulisses, de pronto, responde:

_Aqui também, professor!


Dois casos semelhantes, onde a distração do repórter de campo foi decisiva para a construção de gafes, aconteceram em Caxias do Sul. Durante a transmissão de uma partida, o narrador percebe que iniciara a chover e constata, emendando com o chamado ao repórter:

_...chutou pra fora! E começa a chover aqui no Alfredo Jaconi. E aí, fulano de tal?

O repórter responde:

_Aqui no campo também chove.


Em Caxias do Sul, terra fria, é comum que a neblina baixe no campo. Certo dia, baixou tanto que o narrador não enxergava os jogadores em campo. Lá pelas tantas, ouve o chamado do repórter:

_Acabou!

O narrador, pensando se tratar de um chamado do estúdio com alguma partida paralela que acabara naquele instante, pergunta:

_Acabou onde?

O repórter responde:

_Aqui mesmo, no Jaconi. Vamos conversar com o goleiro...


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Trocando os hinos

Uma emissora do Paraná apresentaria um programa especial sobre a história do Estado. Solícito, o diretor da emissora avisou a apresentadora que já havia colocado no computador o Hino do Paraná para abrir o programa.

Quando o programa começou, não deu outra: “A Paraná Educativa, AM 630, apresenta Nossa História”, eis que entrou o hino:

_Meu Paranáááá, meu tricoloooor! Paraná-á!

Sem saber o que fazer e tendo que dizer alguma coisa, a apresentadora comentou com compreensível desconforto:

_Alguém fez uma travessura. Deveríamos abrir o programa com o Hino do Estado do Paraná, com a banda da Polícia Militar, e não com o hino do Paraná Clube...

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No anúncio

Um locutor foi ler o anúncio do "Nuguet", um produto para se passar nos sapatos e que, segundo seus fabricantes, conservava, amaciava e dava brilho. O final do texto era assim:

_Nuguet, mais brilho ao couro dos calçados!

Atrapalhado, leu:

_Nuguet, mais brilho ao couro cabeludo..

Tentando consertar, concluiu: "...dos calçados". E ficou assim, para espanto de quem estava ouvindo a rádio:

_Nuguet, mais brilho ao couro cabeludo... dos calçados.


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Tempo bom

Em um rádio de Igrejinha, pequena cidade da serra do Rio Grande do Sul, um famoso locutor era responsável pela abertura dos trabalhos. Ele entrava no ar antes do dia amanhecer e só saia de dentro do estúdio por volta do meio dia. Todos os dias, às 8h, uma vinheta anunciava as condições do clima na cidade. Certo dia, entra a vinheta:

_A rádio Igrejinha informa as condições do clima.

Nosso locutor, sem ter a mínima idéia de como estava o tempo, entre no ar com a voz cavernosa:

_Em Igrejinha, oito horas. Tempo bom...

Nesse momento, ele é interrompido por um estrondo fortíssimo de um trovão, daqueles criados com a avó. Tremem as paredes e até dentro do estúdio foi possível ouvir. Nosso personagem não se acanha e conclui:

_...pra agricultura!


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Termo safadinho

Fazer rádio news não é tão fácil quanto pode parece. Um amigo de uma emissora de Porto Alegre que o diga. Durante uma noite tranquila de trabalho, ele fazia a ronda e constatou que máquinas caça-níqueis foram apreendidas pela Polícia. Sem tempo para escrever a nota, fez alguns apontamentos e entrou no ar para dar a notícia de improviso mesmo. O problema é que o dono das tais máquinas foi autuado pela polícia e deveria assinar um termo “circunstanciado”. E falar isso no ar é fácil? Acabou saindo assim:


_E o proprietário das máquinas foi autuado pela polícia e vai assinar um termo CIRCUNCISADO...

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